PORTFÓLIO II
Retomar ao primeiro Eixo do curso de pedagogia é como passar um filme em minha memória onde as primeiras cenas são de repletas de dificuldades, de inseguranças e de angústias, mas que são superadas por outras que deixam transparecer a persistência, a interação e a aprendizagem, principalmente na interdisciplinar das TICS, pois foi neste semestre que aprendi a base de tudo o que sei das ferramentas tecnológicas utilizadas durante o curso.
Entre as interdisciplinas que fizeram uma reflexão mais direta com a minha prática no Eixo 1 destaco: Escola, Projeto Político-Pedagógico e Currículo; no texto intitulado: “Leitura do Mundo e a Festa Cidadã”, de Angela Antunes e Paulo Roberto Padilha que inicia com um poema: “Festa na Escola”, onde o tive o primeiro contato com as idéias de Paulo Freire sobre o que significa a leitura do mundo no ambiente escolar, articulando a leitura da palavra, instrumentalizando crianças, jovens e adultos e o papel na sociedade na luta contra a opressão, a injustiça e que cidadão queremos formar, qual o nosso comprometimento com a construção de uma escola democrática. “para isso é necessário que conheçamos a realidade concreta que constitui a escola e a realidade que a circunda.”(p. 2).
E é a leitura do mundo que nos permite penetrar no contexto em que a escola está inserida e desta forma vincular a construção do conhecimento à realidade da escola e colocar o “conhecimento historicamente acumulado, a serviço dos seres humanos e da transformação da sociedade.” (p. 2)
Neste sentido aprendi que o conhecimento pertencente ao senso comum trazido pelo aluno para a escola precisa ser valorizado e reconhecido, assim como os conhecimentos prévios sobre um tema em estudo na sala de aula, fazendo uma interligação com os conhecimentos científicos (formais x informais).
A história de cada um dos alunos revela mais do que o momento presente e nos oferece muitos tempos a serem considerados para planejar o futuro ao resgatar a história da comunidade, por exemplo.
Ao fazer um paralelo entre este texto e a minha prática de estágio curricular constato o quanto as ideias de Paulo Freire estiveram presentes no planejamento, nas ações e reflexões para acontecer a festa na escola que significa “A incorporação da informalidade ao currículo” (p. 6), quando pesquisamos diversos temas com a comunidade, confrontando e ampliando os conhecimentos formais.
A localidade do educando é, segundo Paulo Freire, o ponto de partida para a construção do conhecimento do mundo a partir do movimento dialógico e dialético voltado para a cidadania. Outro concepção que permeia minha prática.
domingo, 5 de setembro de 2010
sábado, 28 de agosto de 2010
PORTFÓLIO I
PORTFÓLIO I
IX SEMESTRE
COMEÇANDO O TCC
Nesta etapa final do curso de pedagogia temos como desafio a construção do TCC tendo como base as práticas realizadas durante o estágio curricular realizado no Eixo anterior.
Para iniciar o TCC é necessário ter um foco, partindo de uma questão que possibilite reflexões teóricas, conforme as orientações do guia disponibilizado para os alunos.
Como mencionei em meu relatório de estágio o trabalho interdisciplinar envolvendo turmas multisseriadas considero produtiva para investigar porque abrange a realidade da escola em que atuo, produzindo mais conhecimento o que tornará minha prática pedagógica mais aprimorada e também porque no estágio foi uma temática que não consegui aprofundar.
Antes de iniciar o estágio não tinha trabalhado com projetos e foi somente a partir do estágio que esta arquitetura pedagógica passou a fazer parte da minha prática.
Este período inicial de definição da questão central é algo que merece muita reflexão para desenvolver o TCC nos próximos meses com fundamentação teórica e com sucesso. E é justamente este referencial teórico que está me causando certa angústia, porque trabalhos com classes multisseriadas especificamente ainda não sei se encontrarei autores que tratam deste tema, mas há as Diretrizes Operacionais para a Educação Básica nas Escolas do Campo. Durante o curso não foi abordado este assunto, porém sobre a interdisciplinaridade há autores: Piaget (interação), Paulo Freire, Santomé, Arroyo que poderão colaborar nesta caminhada de construção teórica com as práticas desenvolvidas durante o estágio através de projetos de aprendizagem com a questão talvez ainda provisória: “OS PROJETOS DE APRENDIZAGEM PODEM SER UMA ALTERNATIVA DE INTEGRAR OS CONHECIMENTOS E MELHORAR O DESEMPENHO DOS ALUNOS EM TURMAS MULTISSERIADAS?”
O trabalho com turmas multisseriadas muitas vezes é criticado entre os professores e considerado ultrapassado sendo “aceito” apenas em escolas públicas rurais com poucos alunos como alternativa de não cessar seu funcionamento e economizar verbas públicas com salário do magistério. Será esta a realidade que me cerca? O método pedagógico utilizado pode modificar esta realidade e favorecer o desempenho dos meus alunos? Há possibilidades de transformar esta concepção de retrocesso que envolve a junção de turmas nas séries iniciais?
Neste momento a expectativa é a aula presencial com as professoras que nos orientarão durante esta trajetória: Márcia e Carla, e a partir da iniciação do TCC, através das respostas colocadas nas perguntas elaboradas pelas professoras, acredito que ficará mais direcionado o foco e a elaboração da questão central.
Também tenho a expectativa que ao revisar os Eixos anteriores auxiliará na elaboração do TCC e na reflexão com um novo olhar mais crítico sobre as aprendizagens neste processo de finalização do curso, tendo a oportunidade de constatar o quanto investimos para ampliar nossos conhecimentos e para tornar nossa prática pedagógica mais inovadora, reflexiva e conectada com a teoria.
IX SEMESTRE
COMEÇANDO O TCC
Nesta etapa final do curso de pedagogia temos como desafio a construção do TCC tendo como base as práticas realizadas durante o estágio curricular realizado no Eixo anterior.
Para iniciar o TCC é necessário ter um foco, partindo de uma questão que possibilite reflexões teóricas, conforme as orientações do guia disponibilizado para os alunos.
Como mencionei em meu relatório de estágio o trabalho interdisciplinar envolvendo turmas multisseriadas considero produtiva para investigar porque abrange a realidade da escola em que atuo, produzindo mais conhecimento o que tornará minha prática pedagógica mais aprimorada e também porque no estágio foi uma temática que não consegui aprofundar.
Antes de iniciar o estágio não tinha trabalhado com projetos e foi somente a partir do estágio que esta arquitetura pedagógica passou a fazer parte da minha prática.
Este período inicial de definição da questão central é algo que merece muita reflexão para desenvolver o TCC nos próximos meses com fundamentação teórica e com sucesso. E é justamente este referencial teórico que está me causando certa angústia, porque trabalhos com classes multisseriadas especificamente ainda não sei se encontrarei autores que tratam deste tema, mas há as Diretrizes Operacionais para a Educação Básica nas Escolas do Campo. Durante o curso não foi abordado este assunto, porém sobre a interdisciplinaridade há autores: Piaget (interação), Paulo Freire, Santomé, Arroyo que poderão colaborar nesta caminhada de construção teórica com as práticas desenvolvidas durante o estágio através de projetos de aprendizagem com a questão talvez ainda provisória: “OS PROJETOS DE APRENDIZAGEM PODEM SER UMA ALTERNATIVA DE INTEGRAR OS CONHECIMENTOS E MELHORAR O DESEMPENHO DOS ALUNOS EM TURMAS MULTISSERIADAS?”
O trabalho com turmas multisseriadas muitas vezes é criticado entre os professores e considerado ultrapassado sendo “aceito” apenas em escolas públicas rurais com poucos alunos como alternativa de não cessar seu funcionamento e economizar verbas públicas com salário do magistério. Será esta a realidade que me cerca? O método pedagógico utilizado pode modificar esta realidade e favorecer o desempenho dos meus alunos? Há possibilidades de transformar esta concepção de retrocesso que envolve a junção de turmas nas séries iniciais?
Neste momento a expectativa é a aula presencial com as professoras que nos orientarão durante esta trajetória: Márcia e Carla, e a partir da iniciação do TCC, através das respostas colocadas nas perguntas elaboradas pelas professoras, acredito que ficará mais direcionado o foco e a elaboração da questão central.
Também tenho a expectativa que ao revisar os Eixos anteriores auxiliará na elaboração do TCC e na reflexão com um novo olhar mais crítico sobre as aprendizagens neste processo de finalização do curso, tendo a oportunidade de constatar o quanto investimos para ampliar nossos conhecimentos e para tornar nossa prática pedagógica mais inovadora, reflexiva e conectada com a teoria.
domingo, 20 de junho de 2010
PORTFÓLIO XIV
PORTFÓLIO XIV
Ao encerrar o estágio curricular em 11 de junho de 2010, completando 180 horas com os alunos do 3º e do 4º anos sinto-me muito satisfeita ao refletir sobre as atividades realizadas, o crescimento dos alunos em suas aprendizagens relatadas em seus portfólios de aprendizagem, as fundamentações teóricas que embasaram as reflexões de cada aula.
Foi um período de muita dedicação e persistência com a conexão da internet, muitas horas dirigidas nos finais de semana pra organizar a semana seguinte e alcançar a concretização de todas as atividades, mas tudo foi muito válido para meu crescimento profissional e pessoal.
Como professora-aluna sinto que ficou faltando a prática com as tecnologias aprendidas no curso de pedagogia porque na escola em que atuo não há disponibilidade de recursos tecnológicos como computador para os alunos. Para adaptar e colocar em prática estas aprendizagens construí com os alunos o portfólio de aprendizagem
Também porque é necessário registrar o que estamos aprendendo como forma de sintetizar os saberes e por em prática a avaliação formativa, solicitei que os alunos utilizassem o portfólio de aprendizagem e para isso cada criança recebeu um caderno onde deveria ir anotando as suas aprendizagens de forma bem simples e clara. Pude perceber que os principais conceitos abordados estão presentes.
O portfólio é uma forma de avaliação formativa muito eficaz porque ficam registrados todos os trabalhos, as descobertas, as reflexões realizadas, as dificuldades. Esta escrita auxilia na sua auto-avaliação e no desenvolvimento sua autocrítica ao refletir sobre suas aprendizagens, possibilitando o acompanhamento pela professora para poder intervir através da recuperação paralela conforme prevê o regimento da Escola.
No estágio desenvolvi com os alunos diversas atividades que proporcionaram observações, relatos, descrições, entrevistas, construção de croqui e de maquete, elaboração de mapa conceitual em cartaz, visitações, entre outras.
“Ao contrário da simples reprodução de procedimentos e do acúmulo de informações, é consenso que se deve possibilitar o desenvolvimento dos alunos de forma que eles possam construir capacidades de observação e análise, de estabelecimento de relações, de comunicação e argumentação e de validade e defesa de processos e idéias, além de estimular a diferentes formas de raciocínio, intuição, indução e dedução e a estimativa”. (Daniela Stevanin Hoffmann do texto: Aprendizagem e Desenvolvimento: Experiências Físicas e Lógico-matemáticas).
Para elaborar as atividades e as reflexões após cada aula durante todo o período de estágio recorri basicamente as aulas, aos textos e atividades desenvolvidas ao longo do curso de pedagogia.
Embora no estágio não é possível realizar tudo o que pretendemos como educadoras e tenho a consciência que devo dar continuidade ao aprimoramento das minhas práticas e adquirir mais embasamento teórico para tornar-me mais eficiente como professora das séries iniciais, os objetivos traçados foram alcançados dentro de quatro projetos que envolveram as principais etnias do nosso município: cultura indígena, alemã, negra e japonesa.
Ao encerrar o estágio curricular em 11 de junho de 2010, completando 180 horas com os alunos do 3º e do 4º anos sinto-me muito satisfeita ao refletir sobre as atividades realizadas, o crescimento dos alunos em suas aprendizagens relatadas em seus portfólios de aprendizagem, as fundamentações teóricas que embasaram as reflexões de cada aula.
Foi um período de muita dedicação e persistência com a conexão da internet, muitas horas dirigidas nos finais de semana pra organizar a semana seguinte e alcançar a concretização de todas as atividades, mas tudo foi muito válido para meu crescimento profissional e pessoal.
Como professora-aluna sinto que ficou faltando a prática com as tecnologias aprendidas no curso de pedagogia porque na escola em que atuo não há disponibilidade de recursos tecnológicos como computador para os alunos. Para adaptar e colocar em prática estas aprendizagens construí com os alunos o portfólio de aprendizagem
Também porque é necessário registrar o que estamos aprendendo como forma de sintetizar os saberes e por em prática a avaliação formativa, solicitei que os alunos utilizassem o portfólio de aprendizagem e para isso cada criança recebeu um caderno onde deveria ir anotando as suas aprendizagens de forma bem simples e clara. Pude perceber que os principais conceitos abordados estão presentes.
O portfólio é uma forma de avaliação formativa muito eficaz porque ficam registrados todos os trabalhos, as descobertas, as reflexões realizadas, as dificuldades. Esta escrita auxilia na sua auto-avaliação e no desenvolvimento sua autocrítica ao refletir sobre suas aprendizagens, possibilitando o acompanhamento pela professora para poder intervir através da recuperação paralela conforme prevê o regimento da Escola.
No estágio desenvolvi com os alunos diversas atividades que proporcionaram observações, relatos, descrições, entrevistas, construção de croqui e de maquete, elaboração de mapa conceitual em cartaz, visitações, entre outras.
“Ao contrário da simples reprodução de procedimentos e do acúmulo de informações, é consenso que se deve possibilitar o desenvolvimento dos alunos de forma que eles possam construir capacidades de observação e análise, de estabelecimento de relações, de comunicação e argumentação e de validade e defesa de processos e idéias, além de estimular a diferentes formas de raciocínio, intuição, indução e dedução e a estimativa”. (Daniela Stevanin Hoffmann do texto: Aprendizagem e Desenvolvimento: Experiências Físicas e Lógico-matemáticas).
Para elaborar as atividades e as reflexões após cada aula durante todo o período de estágio recorri basicamente as aulas, aos textos e atividades desenvolvidas ao longo do curso de pedagogia.
Embora no estágio não é possível realizar tudo o que pretendemos como educadoras e tenho a consciência que devo dar continuidade ao aprimoramento das minhas práticas e adquirir mais embasamento teórico para tornar-me mais eficiente como professora das séries iniciais, os objetivos traçados foram alcançados dentro de quatro projetos que envolveram as principais etnias do nosso município: cultura indígena, alemã, negra e japonesa.
segunda-feira, 14 de junho de 2010
PORTFÓLIO XIII
PORTFÓLIO XIII
Dentro do projeto Cultura Japonesa em Itati fizemos uma visita ao Rio Bananeiras próximo à Escola e das casas da maioria dos alunos do 3º e 4º ano. Observamos a situação das margens, a pouca vegetação, a presença de alguns lixos como garrafa pet, a aparência limpa da água que pode conter muitas impurezas, micróbios e ser contaminada.
Durante o passeio os alunos fizeram anotações sobre as condições do trecho visitado e a frase mais utilizada foi que não devemos jogar lixo no rio para não sujar o nosso rio que deságua no Rio Três Forquilhas. Portanto a Escola precisa tratar a partir da realidade o estudo da Educação Ambiental com a devida importância e destaque que merece, pois é a partir dele que a qualidade de vida do nosso planeta poderá ser garantida. Cada um de nós deve se sentir responsável pela preservação do meio ambiente.
“A questão da educação ambiental, enquanto uma ação estratégia em busca da formação de indivíduos capazes não mais de dominar, mas de guiar/seguir a natureza. Este novo casamento entre a natureza e a humanidade necessitará, sem dúvida, de uma superação do modo de pensar atual, inclusive científico. Nesta forma de pensamento, a educação básica parece assumir um papel central.” (MORIN, 2001)
Ao retornar da visita do Rio Bananeiras fomos a Escola Estadual de Ensino Médio Pastor Voges na sede do município de Itati que estava realizando a II Feira de Ciências com o tema: Água na preservação da vida, onde os alunos tiveram a oportunidade de observar uma maquete de todo o trajeto do Rio Três Forquilhas muitos cartazes sobre os cuidados com a água, vídeos sobre as doenças causadas pela água contaminada e palestra dos integrantes da CORSAN sobre o tratamento de água.
A feira de ciências complementou de forma muito enriquecedora as atividades que havíamos realizado anteriormente, proporcionando ao alunos a reflexão sobre como podemos evitar o desperdício de água, cuidar dos mananciais e ser um defensor do meio ambiente, despertando a conscientização sobre a temática.
Dentro do projeto Cultura Japonesa em Itati fizemos uma visita ao Rio Bananeiras próximo à Escola e das casas da maioria dos alunos do 3º e 4º ano. Observamos a situação das margens, a pouca vegetação, a presença de alguns lixos como garrafa pet, a aparência limpa da água que pode conter muitas impurezas, micróbios e ser contaminada.
Durante o passeio os alunos fizeram anotações sobre as condições do trecho visitado e a frase mais utilizada foi que não devemos jogar lixo no rio para não sujar o nosso rio que deságua no Rio Três Forquilhas. Portanto a Escola precisa tratar a partir da realidade o estudo da Educação Ambiental com a devida importância e destaque que merece, pois é a partir dele que a qualidade de vida do nosso planeta poderá ser garantida. Cada um de nós deve se sentir responsável pela preservação do meio ambiente.
“A questão da educação ambiental, enquanto uma ação estratégia em busca da formação de indivíduos capazes não mais de dominar, mas de guiar/seguir a natureza. Este novo casamento entre a natureza e a humanidade necessitará, sem dúvida, de uma superação do modo de pensar atual, inclusive científico. Nesta forma de pensamento, a educação básica parece assumir um papel central.” (MORIN, 2001)
Ao retornar da visita do Rio Bananeiras fomos a Escola Estadual de Ensino Médio Pastor Voges na sede do município de Itati que estava realizando a II Feira de Ciências com o tema: Água na preservação da vida, onde os alunos tiveram a oportunidade de observar uma maquete de todo o trajeto do Rio Três Forquilhas muitos cartazes sobre os cuidados com a água, vídeos sobre as doenças causadas pela água contaminada e palestra dos integrantes da CORSAN sobre o tratamento de água.
A feira de ciências complementou de forma muito enriquecedora as atividades que havíamos realizado anteriormente, proporcionando ao alunos a reflexão sobre como podemos evitar o desperdício de água, cuidar dos mananciais e ser um defensor do meio ambiente, despertando a conscientização sobre a temática.
sábado, 12 de junho de 2010
PORTFÓLIO XII
PORTFÓLIO XII
Nona semana de estágio.
O projeto desenvolvido foi sobre a cultura japonesa em Itati agregando mais conhecimentos para os alunos através de entrevista e pesquisas, compondo um álbum seriado com as principais aprendizagens adquiridas.
A entrevista faz com que o aluno perceba que as pessoas são importantes fontes de informação de uma comunidade, permitindo o resgate da memória local, uma vez que entrevistando pessoas pode-se perceber a sua relação com o grupo social com o qual convive, além de obter informações a respeito de diferentes tempos e lugares.
Com este projeto passamos a conhecer um pouco mais sobre a cultura de outro grupo étnico que compõe a população do nosso município que contribuiu com o desenvolvimento econômico e social de Itati através do cultivo de flores, de verduras, legumes. A grande preocupação com a educação de seus filhos, a participação nos eventos locais, porém devido ao fenômeno Dekasegui muitos descendentes emigraram para o Japão nos últimos anos para trabalhar, permanecendo determinado tempo pra ao retornar empreender em outro setor, diversificando a produção regional.
“Quando nos pomos a refletir sobre a constituição histórica da realidade, temos chances de participar mais ativamente da produção de nossa história e mais, temos alguma chance de imaginar outras realidades. A história está repleta de alternativas que não chegaram a se concretizar e que podem nos fazer repensar a repetição de nosso presente.” (Boaventura de Souza Santos. Para uma pedagogia de conflito).
O projeto da cultura japonesa em Itati foi bem produtivo porque os alunos não possuíam muitos conhecimentos sobre a imigração japonesa no nosso município e também porque incluiu a entrevista com uma integrante da Colônia Japonesa conhecedora de todo o processo do qual os japoneses participaram, diversificando dos outros projetos, conhecendo o intercâmbio cultural ocorrido entre o oriente e o ocidente tão próximo de nós onde os indígenas, os alemães, os negros e os japoneses convivem de forma harmônica, buscando o desenvolvimento local e regional. Neste sentido a cultura de um povo foi incorporada por outro.
“O trato de problemas relativos diversidade cultural constitui um desafio ao professor, na medida em que somente uma atitude neutra e não valorativa pode deixar a criança à vontade para elaborar seu próprio de si e dos outros. Não se trata de não avaliar padrões culturais, mas avaliá-los julgamento sem estabelecer a priori um modelo como certo e os demais errados.” (Aracy do Rego Antunes p. 25).
Nona semana de estágio.
O projeto desenvolvido foi sobre a cultura japonesa em Itati agregando mais conhecimentos para os alunos através de entrevista e pesquisas, compondo um álbum seriado com as principais aprendizagens adquiridas.
A entrevista faz com que o aluno perceba que as pessoas são importantes fontes de informação de uma comunidade, permitindo o resgate da memória local, uma vez que entrevistando pessoas pode-se perceber a sua relação com o grupo social com o qual convive, além de obter informações a respeito de diferentes tempos e lugares.
Com este projeto passamos a conhecer um pouco mais sobre a cultura de outro grupo étnico que compõe a população do nosso município que contribuiu com o desenvolvimento econômico e social de Itati através do cultivo de flores, de verduras, legumes. A grande preocupação com a educação de seus filhos, a participação nos eventos locais, porém devido ao fenômeno Dekasegui muitos descendentes emigraram para o Japão nos últimos anos para trabalhar, permanecendo determinado tempo pra ao retornar empreender em outro setor, diversificando a produção regional.
“Quando nos pomos a refletir sobre a constituição histórica da realidade, temos chances de participar mais ativamente da produção de nossa história e mais, temos alguma chance de imaginar outras realidades. A história está repleta de alternativas que não chegaram a se concretizar e que podem nos fazer repensar a repetição de nosso presente.” (Boaventura de Souza Santos. Para uma pedagogia de conflito).
O projeto da cultura japonesa em Itati foi bem produtivo porque os alunos não possuíam muitos conhecimentos sobre a imigração japonesa no nosso município e também porque incluiu a entrevista com uma integrante da Colônia Japonesa conhecedora de todo o processo do qual os japoneses participaram, diversificando dos outros projetos, conhecendo o intercâmbio cultural ocorrido entre o oriente e o ocidente tão próximo de nós onde os indígenas, os alemães, os negros e os japoneses convivem de forma harmônica, buscando o desenvolvimento local e regional. Neste sentido a cultura de um povo foi incorporada por outro.
“O trato de problemas relativos diversidade cultural constitui um desafio ao professor, na medida em que somente uma atitude neutra e não valorativa pode deixar a criança à vontade para elaborar seu próprio de si e dos outros. Não se trata de não avaliar padrões culturais, mas avaliá-los julgamento sem estabelecer a priori um modelo como certo e os demais errados.” (Aracy do Rego Antunes p. 25).
quinta-feira, 3 de junho de 2010
PORTFÓLIO XI
PORTFÓLIO XI
Oitava semana de estágio.
Nesta semana de estágio com apenas três dias letivos em virtude do feriado de Corpus Christi e do feriado municipal na sexta-feira finalizamos o projeto da cultura negra estudando aspectos relacionados com o continente africano a partir das publicações em jornais, revistas e na televisão por causa da copa do mundo o assunto em pauta quase que diariamente na mídia onde o aluno pode visualizar imagens que valorizam e demonstram as belezas da África e o desenvolvimento econômico e social,as paisagens naturais, as construções desmitificando as idéias negativas anteriores de miséria e de doenças como a AIDS.
Os conceitos de racismo, de discriminação e de preconceito ficaram mais claros a partir de exemplos bem práticos. Muitas vezes atitudes do cotidiano como piadas, frases feitas e repetidas sem análise e os apelidos podem parecer naturais e passam despercebidas por alguns, mas pode ser caracterizado como discriminação, preconceito e racismo.
O conhecimento da diversidade cultural possibilita uma melhor visão de mundo e percepção da realidade do outro, dos valores, dos costumes, das crenças, das religiões, auxiliando o convívio respeitoso em todas as esferas da sociedade.
Construímos a linha do tempo da copa do mundo com os anos em que o Brasil foi vencedor e o país em que ocorreu o evento, integrando com acontecimentos da vida dos alunos como data de nascimento sua e de seus familiares.
Realizamos a leitura de obras de pintores que retratam aspectos da cultura negra no Brasil, contextualizando com fatos históricos envolvidos.
No dia 31 de maio tivemos nossa única aula presencial durante o estágio curricular onde tivemos a oportunidade de conversar em grupo com a supervisora Carla Meinerz para esclarecer algumas dúvidas e tomar conhecimento das orientações para realizar o relatório final do estágio que deverá ser concluído a primeira versão até dia 28 de junho o que certamente produzirá muitas reflexões articuladas entre a teoria e a prática.
Outro projeto está iniciando com o levantamento dos conhecimentos prévios dos alunos e dos aspectos que poderão ser pesquisados durante o seu desenvolvimento: A cultura japonesa em Itati.
Oitava semana de estágio.
Nesta semana de estágio com apenas três dias letivos em virtude do feriado de Corpus Christi e do feriado municipal na sexta-feira finalizamos o projeto da cultura negra estudando aspectos relacionados com o continente africano a partir das publicações em jornais, revistas e na televisão por causa da copa do mundo o assunto em pauta quase que diariamente na mídia onde o aluno pode visualizar imagens que valorizam e demonstram as belezas da África e o desenvolvimento econômico e social,as paisagens naturais, as construções desmitificando as idéias negativas anteriores de miséria e de doenças como a AIDS.
Os conceitos de racismo, de discriminação e de preconceito ficaram mais claros a partir de exemplos bem práticos. Muitas vezes atitudes do cotidiano como piadas, frases feitas e repetidas sem análise e os apelidos podem parecer naturais e passam despercebidas por alguns, mas pode ser caracterizado como discriminação, preconceito e racismo.
O conhecimento da diversidade cultural possibilita uma melhor visão de mundo e percepção da realidade do outro, dos valores, dos costumes, das crenças, das religiões, auxiliando o convívio respeitoso em todas as esferas da sociedade.
Construímos a linha do tempo da copa do mundo com os anos em que o Brasil foi vencedor e o país em que ocorreu o evento, integrando com acontecimentos da vida dos alunos como data de nascimento sua e de seus familiares.
Realizamos a leitura de obras de pintores que retratam aspectos da cultura negra no Brasil, contextualizando com fatos históricos envolvidos.
No dia 31 de maio tivemos nossa única aula presencial durante o estágio curricular onde tivemos a oportunidade de conversar em grupo com a supervisora Carla Meinerz para esclarecer algumas dúvidas e tomar conhecimento das orientações para realizar o relatório final do estágio que deverá ser concluído a primeira versão até dia 28 de junho o que certamente produzirá muitas reflexões articuladas entre a teoria e a prática.
Outro projeto está iniciando com o levantamento dos conhecimentos prévios dos alunos e dos aspectos que poderão ser pesquisados durante o seu desenvolvimento: A cultura japonesa em Itati.
sábado, 29 de maio de 2010
PORTFÓLIO X
Sétima semana de estágio
“Os valores éticos se oferecem, portanto, como expressão e garantia de nossa condição de sujeitos, proibindo moralmente que nos transformem em coisa usada e manipulada por outros”. (Marilene Chauí. Convite à filosofia, 1999).
Todo o projeto que desenvolverei com os meus alunos iniciado no dia 20 de maio envolve a cultura negra e tem como princípio os valores éticos e étnicos que possibilitam a reflexão sobre o nosso papel na sociedade como cidadãos e principalmente como educadores nas séries iniciais onde acriança está em formação física, social, cognitiva e afetiva é necessário despertar as atitudes que repudiam a discriminação, o preconceito e o racismo para que a sociedade se torne mais igualitária e harmônica e consequentemente mais democrática.
Estudar aspectos ligados ao continente africano sem deter-se somente nas questões de escravidão, dos navios negreiros, do poder dos senhores de engenho, das condições das senzalas, como sempre fiz, desdobrando neste projeto para aspectos positivos que envolvem a África atual como sede da copa do mundo faz com que os alunos reconheçam que os afro-brasileiros como herdeiros de uma cultura que contribuiu com o progresso municipal, pois aqui em Itati existiu a escravidão negra, estadual e nacional e estas contribuições estão presentes na nossa culinária, nas lendas, no vocabulário, nos rituais religiosos, nas danças, nos ritmos e nos instrumentos musicais. São alguns aspectos que o projeto está desvendando.
Com a Lei 10.639 deu-se um passo muito significativo para a divulgação do continente africano porque rompe com a ordem dos currículos ao propor um novo conhecimento científico contrário à superioridade da produção cultural européia. Esta Lei determina que a história da África seja trabalhada numa perspectiva positiva.
SANTOMÉ (1995), escrevendo sobre o currículo e as instituições escolares critica a visível carência de experiências e reflexões para uma educação anti-racista nas salas de aula. Segundo ele: “A análise profunda dos porquês da opressão e da marginalidade, em outra palavra, do racismo nunca deve ser evitada”. (p. 170) E defende uma mudança curricular através de práticas alternativas que permitam “um questionamento das injustiças atuais e das relações sociais de desigualdades e submissão”. (p.175).
Portanto não podemos ignorar os acontecimentos e as manifestações que envolvem o racismo, o preconceito e a discriminação em nossas escolas.
“Os valores éticos se oferecem, portanto, como expressão e garantia de nossa condição de sujeitos, proibindo moralmente que nos transformem em coisa usada e manipulada por outros”. (Marilene Chauí. Convite à filosofia, 1999).
Todo o projeto que desenvolverei com os meus alunos iniciado no dia 20 de maio envolve a cultura negra e tem como princípio os valores éticos e étnicos que possibilitam a reflexão sobre o nosso papel na sociedade como cidadãos e principalmente como educadores nas séries iniciais onde acriança está em formação física, social, cognitiva e afetiva é necessário despertar as atitudes que repudiam a discriminação, o preconceito e o racismo para que a sociedade se torne mais igualitária e harmônica e consequentemente mais democrática.
Estudar aspectos ligados ao continente africano sem deter-se somente nas questões de escravidão, dos navios negreiros, do poder dos senhores de engenho, das condições das senzalas, como sempre fiz, desdobrando neste projeto para aspectos positivos que envolvem a África atual como sede da copa do mundo faz com que os alunos reconheçam que os afro-brasileiros como herdeiros de uma cultura que contribuiu com o progresso municipal, pois aqui em Itati existiu a escravidão negra, estadual e nacional e estas contribuições estão presentes na nossa culinária, nas lendas, no vocabulário, nos rituais religiosos, nas danças, nos ritmos e nos instrumentos musicais. São alguns aspectos que o projeto está desvendando.
Com a Lei 10.639 deu-se um passo muito significativo para a divulgação do continente africano porque rompe com a ordem dos currículos ao propor um novo conhecimento científico contrário à superioridade da produção cultural européia. Esta Lei determina que a história da África seja trabalhada numa perspectiva positiva.
SANTOMÉ (1995), escrevendo sobre o currículo e as instituições escolares critica a visível carência de experiências e reflexões para uma educação anti-racista nas salas de aula. Segundo ele: “A análise profunda dos porquês da opressão e da marginalidade, em outra palavra, do racismo nunca deve ser evitada”. (p. 170) E defende uma mudança curricular através de práticas alternativas que permitam “um questionamento das injustiças atuais e das relações sociais de desigualdades e submissão”. (p.175).
Portanto não podemos ignorar os acontecimentos e as manifestações que envolvem o racismo, o preconceito e a discriminação em nossas escolas.
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