quarta-feira, 24 de março de 2010

SEMINÁRIO INTEGRADOR VIII

Portfólio de aprendizagem I
ESTÁGIO CHEGANDO...


Neste oitavo semestre enfrentaremos um desafio que nos remete a refletir e retomar os conteúdos das interdisciplinas desde o início do curso e aplicá-los, direcionando para uma turma na docência por um período de nove semanas: é o estágio curricular!
Muitas atividades já foram aplicadas na prática em sala de aula, pois ao longo do curso estou desenvolvendo e modificando minha prática pedagógica constantemente, baseadas em reflexões teóricas com análise dos resultados, porém nesta etapa: o estágio, não se relacionará a quatro ou cinco interdisciplinas como acontecia anteriormente em cada semestre, mas todas as interdisciplinas possuem fundamentação para reverter em prática reflexiva. Este ponto causa certa angústia ao me deparar com uma realidade onde a tecnologia via computador não fará parte do meu estágio diretamente com o aluno, por exemplo, embora tenha sido munida de aprendizagens tão inovadoras deste recurso durante todo o curso não tenho disponibilidade na escola em que trabalho.
Outra preocupação é que até iniciar o estágio estarei trabalhando ao mesmo tempo com quatro turmas multisseriadas e somente no estágio terei condições de separar duas turmas em cada turno, mas o turno em que agora desempenho a função de diretora farei o estágio, por isso fico mais apreensiva quanto à questão: tempo para registrar o desenvolvimento do estágio e buscar reflexões teóricas, embora tenha todo o material do curso organizado por interdisciplina ainda não consegui selecionar determinadas atividades e reler textos para ter mais segurança e facilitar a organização durante o processo.
Acredito que com muito esforço e dedicação este período trará retorno em aprendizagens e troca de saberes que enriquecerão minhas aulas, melhorando a qualidade da educação na comunidade escolar onde trabalho há vinte anos e possibilitará a conclusão do curso de pedagogia da UFRGS tão sonhado! Que deixará muitas marcas positivas que terão continuidade em pesquisas e aplicações em sala de aula como tem ocorrido durante todos os semestres, pois refletir sobre a prática é primordial para saber como intervir com nossos alunos na busca incessante da melhoria da qualidade da educação ministrada em nossas escolas.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

DIDÁTICA, PLANEJAMENTO E AVALIAÇÃO

X PORTFÓLIO
A partir do Movimento da Escola Nova as formas de compreender o processo de ensino e aprendizagem modificaram as práticas pedagógicas com atividades mais dinâmicas, conforme estamos estudando no Enfoque Temático 6 da interdisciplina de Didática, Planejamento e Avaliação.
Entre os integrantes deste movimento está Maria Montessori que nos deixou muitas concepções e práticas que empregamos até hoje em nossa sala de aula como materiais pedagógicos lúdicos, partindo do concreto para o abstrato como o Material Dourado que tem como objetivo desenvolver a estrutura do Sistema de Numeração Decimal Posicional. Não tenho conhecimento deste material porque na escola em que atuo não tem, mas acredito que deve ajudar os alunos a apropriar-se do sistema de numeração nas suas posições: unidade, dezena, centena e milhar que não é conteúdo muito fácil de abstrair. Os alunos conhecem o número, mas a posição para resolver o cálculo nem sempre entende. O raciocínio lógico matemático se desenvolverá mais concretamente.
Jornal escolar, trocas de experiências, cantinhos pedagógicos, trabalhos em grupo, aulas-passeio são práticas atuais presentes nas escolas são idéias defendidas e aplicadas pelo educador Celestin Freinet desde os anos 20 do século passado na França.
A cooperação está presente entre os pontos fundamentais de sua pedagogia. A interação entre o professor e o aluno é essencial para a aprendizagem.
Neste sentido passo a entender o quanto as aulas ministradas nas nossas escolas e as minhas aulas, os planejamentos educacionais não são produzidas de forma tão autônoma e criativa como imaginava, mas decorrentes de discursos, estudos e práticas, baseadas em teorias fundamentadas em autores e pressupostos teóricos que embora pertençam a contextos temporais bem distantes da nossa realidade continuam sendo atuais. Portanto não é necessário ter pressupostos inovadores para inovar na educação.
O professor deve se munir de conhecimentos diversificados para adaptar a sua realidade e refletir sobre como está acontecendo a aprendizagem de seus alunos.
práticas pedagógicas

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

EJA

IX PORTFÓLIO EJA

A interdisciplina da EJA está enfatizando a questão da alfabetização dos jovens e adultos o que considero bastante relevante para nossa atuação futura, pois estaremos munidos de fundamentação teórica bem embasada, principalmente pela visão inovadora proposta por Paulo Freire quando começou seu trabalho com alfabetização de adultos em meados dos anos 1960.
Em seu livro Pedagogia do Oprimido p.66 Freire escreve: “Em lugar de comunicar-se, o educador faz comunicados e depósitos que os educandos, meras incidências, recebem pacientemente, memorizam e repetem.” O que denominou de educação bancária, onde o professor deposita e o aluno recebe. Portanto centrada no professor. O aluno é reduzido a um mero espectador ou um copiador de quadros cheios de conteúdos. Quanto mais lições o professor passa mais eficiente é considerado.
O aluno quieto, obediente e que consegue realizar todas as tarefas é destacado entre os demais e recebe as melhores notas.
Para efetivar mudanças Freire constrói um método de alfabetização onde a essência está no aluno que deve entender o que lê e escrever o que entender, desenvolvendo uma visão crítica do mundo, da sociedade e de comunidade onde o aluno está inserido e que passa desencadear ações transformadoras na realidade vivida. Neste sentido o método dos temas geradores a partir do levantamento do universo vocabular da turma alfabetizada e a escolha das palavras geradoras, funcionando como um desafio para o grupo.
Com este processo a alfabetização passa a ter significação como aprendizagem de vida e para a vida, baseada na contextualização e na problematização dos conteúdos onde o papel do professor é fundamental para despertar e inspirar com suas intervenções produtivas através do diálogo e da interação.
Como não tenho experiência com alfabetização de jovens e adultos tenho muita expectativa que tenha a oportunidade de aplicar o que estamos estudando em algum projeto que surja na comunidade onde trabalho, mas na atuação com classes de séries iniciais também é muito válido este estudo dos temas geradores, pois podemos adaptá-lo e colocar em ação com sucesso.
Refletir a partir das idéias de Paulo Freire é sempre muito enriquecedor para o profissional da educação e para o cidadão brasileiro, porque nos proporciona analisar a realidade e as ações desenvolvidas na escola e na sociedade de maneira mais democrática.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

DIDÁTICA, PLANEJAMENTO E AVALIAÇÃO

VIII PORTFÓLIO

DIDÁTICA, PLANEJAMENTO E AVALIAÇÃO

Cada vez que leio capítulos do livro Pedagogia do Oprimido de Paulo Freire reflito sobre minha vida como estudante na década de 70, como professora a partir de 84 e como estudante de pedagogia desde 2006. São épocas diferentes em contextos também diferentes na história, na sociedade e na política educacional do Brasil.
Nesta parte do livro: Dialogicidade- essência da educação como prática da liberdade, a palavra diálogo é citada inúmeras vezes, mas Freire esclarece para que possamos refletir com cautela que o diálogo tem o poder de libertar ou de oprimir.
“Não há diálogo, porém, se não há um profundo amor aos homens e ao mundo.” P.45.
No decorrer da minha vida na escola muitas vezes o diálogo foi imposto para calar, para a submissão dos poderosos. Este não é o diálogo proposto por Freire, pois é um monólogo, um fala o outro ouve e aceita. Diálogo que traz crescimento e compartilha saberes é quando somos ouvidos, dando valor a nossa opinião, considerando a voz de todos com igual importância. Este é o verdadeiro diálogo!
O trabalho com temas geradores tem sua base no diálogo, conforme entendi, pois é através dele que coletamos os conteúdos que vão acrescentar e transformar os conhecimentos adquiridos na escola, tornando-os significativos.
Neste mesmo capítulo o autor deixa clara a importância do trabalho com temas geradores porque parte de como se constituem a linguagem e o pensar do aluno, através do diálogo entre professores e alunos sobre a visão que tem de mundo. Deste conversar “sobre” de forma investigativa surgem às palavras chaves e os temas para desenvolver as aulas com a análise do sentido social das palavras como consciência do mundo em que vivem que deve ser problematizados pelo professor para despertar a busca por novos conhecimentos e o despertar do senso crítico e criativo nos sujeitos que freqüentam a escola para serem alfabetizados.
Outro aspecto bem relevante desta leitura reflexiva é sobre a ação, se está relacionada com a teoria produzida na escola com o contexto de vida para produzir transformações promissoras.
O trabalho com temas geradores é uma proposta pioneira na educação de adultos, mas a partir de seu estudo constatei que pode ser utilizada também nas séries iniciais em que atuo.

domingo, 25 de outubro de 2009

SEMINÁRIO INTEGRADOR VII

VII PORTFÓLIO
SEMINÁRIO INTEGRADOR VII
Trabalhar com teses sobre projetos de aprendizagem acrescentou muitos aspectos novos sobre esta forma de buscar conhecimento, partindo da curiosidade e do interesse do aluno.
Este exercício de tomar posição e argumentar com opiniões bem formuladas, pois outro colega analisará nosso comentário, desenvolve a produção escrita, objetiva, clara e coerente, bem como fundamentado teoricamente.
Ao refletir sobre as colocações da colega revisora aprendi muitos outros aspectos que envolvem um projeto que anteriormente não tinha percebido, mas que são muito importantes para fortalecer minha posição inicial destaco entre outros: a intervenção do professor no processo para desencadear uma pesquisa produtiva, que o mapa conceitual permite reconhecer em que etapa está o projeto e refletir sobre novos conceitos, socializando-os, a flexibilidade caracterizada também no plano de ação que permite modificações de estratégias, de procedimentos, a desestruturação do nosso modo de conceber os conceitos porque muitos conhecimentos que temos como verdades absolutas podem ser modificadas e que dependem de contextos históricos e sociais diferentes, portanto “as verdades” sofrem transformações.
Considero que foi uma atividade dinâmica, teórico-reflexiva que esclareceu muitas certezas provisórias.
No texto Revisitando os Projetos de Aprendizagem, em tempos de Web 2.0 de Iris Elisabeth Tempel Costa e Beatriz Corso Magdalena, há a definição do trabalho com projetos de aprendizagem “...que configura uma situação aberta, desestabilizadora, cujos caminhos e resultados não são pré-determinados e nem conhecidos de antemão pelos docentes.” Aí reside o diferencial entre o planejamento pré estruturado e definido pelo professor e o trabalho com PA.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS

VI PORTFÓLIO EJA
Na interdisciplina da EJA tive a oportunidade de refletir sobre a alfabetização de jovens e adultos que se estende muito além de apropriar-se da leitura e da escrita funcional, empregando a metodologia do uso de palavras chaves de seu contexto real, desmembrando-as em sílabas e formando novas palavras e posteriormente frases de forma mecânica. São os exemplos vivenciados por pessoas que freqüentaram cursos de curta duração e em diferentes épocas na história educacional do Brasil que visavam diminuir o número de analfabetos.
Ao realizar a leitura do texto: Alfabetização e a pedagogia do empowerment político de Henry Giroux aprendi que a alfabetização de jovens e adultos: “devia tornar-se uma precondição da emancipação social e cultural.” Portanto a alfabetização deve propiciar a ampliação das possibilidades de melhoria de vida e de liberdade de participação baseado na igualdade onde as vozes dos menos favorecidos, dos que foram silenciados, apagados, oprimidos, possa ser ouvida dentro da diversidade sócio-histórica brasileira para sustentar a construção coletiva, onde cada um possa sentir-se integrante da construção da história e da sociedade para ler o mundo e suas próprias vidas de forma crítica, conforme a ideologia de Paulo Freire.
Somente a partir destas concepções a alfabetização de jovens e adultos alcançará seu objetivo emancipador. Caso contrário continuará ocorrendo a enorme evasão: “poucos aprendem com competência e o nível de consciência é sempre muito baixo.” Do texto de Regina Haras: Alfabetização de adultos.
O aluno adulto supera as dificuldades de permanecer na escola se compreender a importância da educação em sua vida.

domingo, 27 de setembro de 2009

LIBRAS

V PORTFÓLIO
LIBRAS
Na aula presencial da interdisciplina de LIBRAS no dia 10/09/09 com a professora Caroline Comerlato Sperb aprendi que o termo correto para mencionar uma pessoa que não ouve é surdo e não surdo-mudo como empregava anteriormente. A pessoa surda não é muda, pois ela emite sons. Portanto devemos apagar esta idéia.
LIBRAS é a Língua Brasileira de Sinais e tem sua origem na França. A LIBRAS possui sistema lingüístico e gramática e pertence ao Brasil.
São características da LIBRAS: não é mímica, é uma língua natural, gestual e visual, com expressão facial e corporal que surgiu da necessidade de comunicação “de usarem um sistema lingüístico para expressarem idéias, sentimentos e emoções. As línguas de sinais são sistemas lingüísticos que passaram de geração em geração de pessoas surdas. São línguas que não se derivam das línguas orais, mas fluíram de uma necessidade natural de comunicação entre pessoas que não utilizam o canal auditivo oral, mas o canal espaço visual como modalidade lingüística. (QUADROS, 1997, p.47).”
Todo assunto referente a esta interdisciplina é completamente novo e muito interessante no sentido de reconhecer os surdos como indivíduos que têm os mesmos direitos e sentimentos semelhantes aos nossos, porém é diferente do ouvinte, não apenas porque não ouve, mas porque desenvolve potencialidades psicológicas e culturais próprias.
À medida que amplio meus conhecimentos sobre esta temática posso entender a cultura surda e a língua de sinais ao encarar as pessoas surdas como capazes, hábeis, possibilitando a melhor comunicação social e afetiva com este grupo social que muitas vezes foi marginalizado e considerado impossibilitado de desenvolver suas potencialidades.
Outros aspectos importantes para uma boa comunicação com uma pessoa surda é o claro e apropriado contato visual, falar em sua frente, possibilitando que a boca fique bem visível e com expressividade.
As pessoas surdas que conheço utilizam apenas mímica para se comunicar porque não tem acesso a LIBRAS o que facilitaria a comunicação e a convivência social entre deficientes e não deficientes. Nos casos onde há intérprete de sinais a interação é mais fluente e possibilita uma comunicação bem mais aperfeiçoada, pois como aprendemos existem sinais que expressam uma mensagem e não há a necessidade de caracterizar cada letra para formar uma palavra. Por exemplo: pai: o indicador em formato de bigode, mãe: o indicador reto ao lado do nariz.
Para realizar a atividade 1 tivemos que realizar a leitura de textos que esclarece mais ainda a situação do surdo na sociedade e as tecnologias disponíveis para melhorar a qualidade de vida e sua integração no meio social e físico construído normalmente para os ouvintes.