domingo, 7 de dezembro de 2008

SEMINÁRIO INTEGRADOR V

TEXTO ARGUMENTATIVO
Texto realizado pelo grupo composto por Delaine, Fabilso, Daiane, Marli e Gizelda que foi postado também no Webfólio do grupo, porém acredito ser importante colocar em meu Blog para visualizar, pois faz parte das minhas realizações do semestre.
Ao questionarmos sobre que tema iria abordar em nosso projeto, o grupo decidiu pelo estudo dos grupos sanguíneos, a partir da pergunta: “O que determina os diferentes tipos sanguíneos?”, pois acreditávamos que era um tema bem abrangente e responderia nossas dúvidas, incertezas e curiosidades.
Realizamos várias reuniões em grupo, pesquisamos na internet e em livros, possibilitando estudos, debates, reflexões e anotações.
Após realizar o esboço inicial do trabalho, postamos nosso primeiro mapa conceitual utilizando o programa Cmap Tools com conceitos que consideramos muito importantes para iniciar o Projeto de Aprendizagem.
Os estudos e as reuniões continuaram, foi momento para ouvir, opinar, aceitar idéias, compartilhar, concordar e discordar e aprimorar conhecimentos. Finalmente o segundo mapa foi postado, ampliando os conceitos sobre o tema.
Após a postagem do segundo mapa conceitual e ao receber o comentário da professora Nádie, confirmamos nossa constatação, pois descobrimos que nossas dúvidas haviam sido substituídas por certezas e que neste pequeno espaço de tempo, com a dedicação dos componentes do grupo, num real trabalho de equipe, o nosso projeto estava concluído. Entendemos que o processo de um projeto é parte fundamental e não só o resultado, bem como o caminho percorrido pelo grupo, onde muitos temas juntam-se para encontrar a resposta ou o projeto é findado logo no início quando encontramos a resposta.
O importante é o envolvimento na busca de uma solução. No caso do nosso projeto ao elaborarmos o segundo mapa conceitual encontramos a resposta, pois os diferentes grupos sanguíneos são determinados pelos genes. O gene é uma unidade fundamental da hereditariedade, tanto física, quanto funcional. Os grupos sanguíneos são constituídos por antígenos que são a expressão de genes herdados da geração anterior. Quando um antígeno está presente é porque herdou o gene de um ou de ambos os pais e que este gene poderá ser transmitido para a próxima geração. Por exemplo o indivíduo do grupo AB é possuidor de um gene A e de um gene B, um herdado do pai, outro da mãe. No caso do grupo O, foi herdado do pai e da mãe o mesmo gene. O gene O é amorfo, não produz antígeno perceptível. As células do grupo O são reconhecidas pela ausência do antígeno A ou B. Quando o gene O é herdado ao lado do A, apenas A se manifesta, e se é herdado ao lado de gene B apenas o B se manifesta.
Não satisfeitos apenas em responder a pergunta central, optamos em abrir um Fórum no Rooda para que o grupo continuasse debatendo para concluir o projeto, trocar idéias e compartilhar as angústias que ainda surgiam, sendo que a participação foi bem produtiva, também nos encontramos pessoalmente, queríamos saber mais, precisávamos descobrir porque não tínhamos como prosseguir, o que impedia que nosso trabalho se expandisse?
A pergunta nos limitou, não ampliou muitos conhecimentos em outros assuntos relacionados ao tema, não abriu margem para pesquisas mais aprofundadas, bem como na elaboração de mapas mais completos com conceitos bem definidos.
Acreditamos que nossa pergunta poderá se classificada como pouco produtiva, porém muito exigente, nos ofereceu resposta imediata, mas também nos fez retomar, revisar, refazer, reorganizar e nos deixar preocupados.
Este período de reflexão e incerteza ao qual fomos submetidos foi de uma valia incomparável, pois aprendemos que para elaborar um projeto é necessária muita reflexão e comprometimento na formulação da pergunta centralizadora, visto que é a determinante do quanto pode render um projeto de aprendizagem e o crescimento do debate, tendo-se o cuidado com o seu grau de produtividade, para que possamos avançar em pesquisas, leituras, reflexões e desenvolvimento, agregando novos entendimentos.
Descobrimos que trabalhar em equipe é muito difícil, pois cada um apresenta dificuldades e limitações e para progredir é preciso ouvir, muitas vezes reprimir nossas idéias e vontades para dar oportunidade ao outro. Que as aprendizagens, as dúvidas, os argumentos, as fontes pesquisadas precisam ser registradas para que a organização e a seqüência evidenciem com clareza e coerência para todos os participantes do grupo e por aqueles que acompanham o desenvolvimento do projeto.
Resolvemos dúvidas, questionamos e certezas, porque quando estamos em grupo e conjuntamente analisamos nossos erros na tentativa de acertar, percebemos que há diferentes formas de pensar, mas que todos os pensamentos no momento se voltam para o tema central. É muito difícil expressar através da escrita a satisfação e a aprendizagem que nos trouxe este projeto, talvez se a pergunta fosse mais produtiva, ficaríamos presos ao conteúdo, sem oportunidade de vivenciar realmente os nossos encontros, nossas preocupações com nossos pares, pois a integração foi um fator essencial para que ocorresse o ensino- aprendizagem.
Interação, participação, crescimento e certeza do dever cumprido é o sentimento que nos une neste final de trabalho.

SEMINÁRIO INTEGRADOR V

PLANOS DE ESTUDOS

Retomando ao Plano de Estudos realizado no semestre anterior e analisando os objetivos traçados, percebo que atingi mais profundamente algumas metas, enquanto outros eram muito amplos e somente serão atingidos ao longo do curso, até porque são permanentes.
Reiniciei o trabalho com projetos a partir das perguntas elaboradas pelos alunos e que rendeu aulas bem proveitosas e animadas, integrando com outros conteúdos e de forma mais globalizada, de acordo como havia proposto no plano.
Senti-me mais segura para desenvolver a iniciação da alfabetização com meus alunos do 1º Ano do Ensino Fundamental de nove anos sem tantas incertezas, devido às leituras realizadas durante o semestre, dentro e fora do curso o que enriqueceu meus conhecimentos.
Destaco como objetivo que alcancei com bom resultado: a organização do tempo, favorecendo também a organização de todas as tarefas, conseguindo postar todas as atividades dentro do prazo estabelecido no cronograma, superando minhas expectativas e com bom rendimento.
Também tive oportunidade de compartilhar minhas aprendizagens e angústias com os colegas do curso na realização dos trabalhos em grupo, ocorrendo à integração e a troca de conhecimentos que se fez muito presente neste semestre, ajudando para que atingisse também este objetivo, principalmente na interdisciplina de Seminário Integrador na realização Projeto de Aprendizagem e em Psicologia da Vida Adulta ao desenvolver temáticas sobre os relacionamentos amorosos na terceira idade.
Realizar planejamentos é muito importante para ter metas a alcançar com mais clareza e determinação, desenvolvendo a autonomia individual no curso a distância, porque se não houver metas bem traçadas se torna muito difícil acompanhar o prazo estabelecido para as atividades e os objetivos propostos.
No V semestre tivemos oportunidade de aprofundar conhecimentos sobre as políticas educacionais e a história da educação no Brasil, as influências recebidas e as conseqüências na nossa realidade educacional atual. O financiamento da educação, as responsabilidades de cada esfera do governo. Estas aprendizagens na interdisciplina de Organização da Gestão da Educação foram muito importantes para mim como diretora da escola.
Na interdisciplina de Organização do Ensino Fundamental ampliamos nossa aprendizagem sobre Projeto Político Pedagógico, Regimento Escolar, avaliação, numa perspectiva de gestão democrática na escola pública que proporcionou uma avaliação de como estou exercendo a função docente e de diretora amparada na gestão que só se concretiza com a participação do Conselho Escolar.
Estas duas interdisciplinas se complementaram muito bem e algumas vezes precisei consultar minhas anotações para descobrir para qual interdisciplina era destinada a atividade.
Pretendo continuar traçando objetivos bem concretos para serem realizados durante o semestre em curso: tais como realizar as atividades com antecedência e postar, pois encontro dificuldades com a internet, estabelecendo um prazo mais curto do que os professores dão. Realizar a leitura de E-mails diariamente e respondê-los a seguir. Imprimir os textos logo que estirem disponíveis para ter condições de ler e reler, destacando as idéias principais. Organizar material para programar estágio posteriormente, entre outros.

terça-feira, 18 de novembro de 2008

ORGANIZAÇÃO E GESTÃO DA EDUCAÇÃO

Ao ler o texto “OS TRABALHADORES DOCENTES NO CONTEXTO DE NOVA REGULAÇÃO EDUCATIVA: ANÁLISE DA REALIDADE BRASILEIRA”, de Dalila Andrade Oliveira, professora do programa de Pós-Graduação em Educação da FAE/UFMG para posteriormente participar do Fórum da Interdisciplina de Gestão da Educação, identifiquei muitos dados e situações que consegui relacionar com a educação e as condições de trabalho no município em que moro, no estado e no país.
Como no dia 13 de novembro tinha uma convocação para uma reunião com a secretaria de educação do Estado Mariza Abreu na 11ª CRE em Osório, levei o texto citado para ler quando sobrasse tempo. Muitas falas da secretaria coincidiram com o texto, por exemplo: a democratização da educação permitiu a universalização do ensino ao mesmo tempo também trouxe para o sistema escolar maior número de professores pobres. Um colega que estava ao meu lado protestou, então mostrei a citação da autora do texto onde mencionava esta constatação.
Na realidade é o que acontece com a maioria dos profissionais da educação que conheço. O salário que recebo não é suficiente para usufruir de momentos de lazer, participar de eventos culturais e educacionais como gostaria para tornar-me mais competente e atualizada. Tenho grande preocupação com a formação acadêmica dos filhos e todos os meses são necessários eleger prioridades entre os objetivos essenciais. O tempo também impede que possa freqüentar cursos de formação continuada, pois acumulo funções. Existe a burocracia que não melhora as condições de trabalho. A carga horária em sala de aula deveria diminuir para ter mais tempo para capacitação. Neste sentido o curso a distância está sendo uma ótima oportunidade de adquirir mais conhecimentos, atualizar-me, refletir sobre a educação e as políticas educacionais implantadas e o contexto em que ocorreram, interligando a teoria com a prática dentro do tempo que disponho.
Atualmente enfrentamos uma cobrança muito grande quanto à melhoria da aprendizagem dos alunos, devido aos resultados dos testes de avaliação realizados que apontam desempenho muito baixo dos alunos da rede pública RS. Será que nós professores temos condições de promover esta transformação no dia-a-dia da sala de aula? Não basta o poder público jogar a responsabilidade e estabelecer objetivos ambiciosos sem garantir meios didáticos, financeiros e profissionais para atingi-los. Sinto que há necessidade de recontextualização do papel do professor e vaporizá-lo mais.
Uma palavra muito visualizada neste semestre foi à descentralização através da gestão democrática que deveria diminuir a burocracia escolar, mas não é o que acontece na prática, porque cada processo de prestação de contas da gestão democrática de ensino do estado do RS, da lei 10576/95, torna-se um livro de tantos formulários que temos que preencher. O poder de decisão da escola cresceu, mas o poder de controle também sobre os integrantes dela também aumentou. Muitas vezes o professor não está preparado para enfrentar práticas e saberes que antes não eram exigidos deles para o exercício de suas funções e como conseqüência são as reuniões pedagógicas, a participação na gestão da escola, planejamentos e até substituir os funcionários quando faltam ao trabalho, buscar recursos para complementar o orçamento, mais compromissos e comprometimento. Por isso é necessário atualização constante, reconhecer como se processa a gestão dos recursos públicos.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

SEMINÁRIO INTEGRADOR V

O Projeto de Aprendizagem teve início com a elaboração de perguntas e da listagem contendo uma enorme quantidade recebida na aula presencial . Formamos um grupo com cinco componentes e não conseguíamos chegar em um acordo para escolher uma pergunta e nem sabíamos muito bem o que realizaríamos. Inicialmente entendemos que tínhamos que encontrar uma resposta para pergunta, que fosse bem produtiva e gerasse muitas pesquisas. Por isso a minha sugestão não foi aceita, pois gostaria de estudar sobre os transgênicos, mas os colegas acharam que o assunto era polêmico e não encontraríamos uma resposta concreta no final. Então diante da falta de tempo optamos apressadamente na pergunta: PORQUE EXISTEM DIFERENTES TIPOS SANGÜINEOS?
Para mim foi uma aprendizagem bem significativa, pois tive que argumentar com os colegas e contrapor, negociar e ceder.
Ajudei os colegas a modificar a pergunta, ampliar as dúvidas e as certezas , mas não havia muita empolgação pelo tema e lamentamos ter escolhido este assunto.
Nos dias seguintes tentei esboçar um mapa com alguns conceitos iniciais para expor ao grupo no próximo encontro.
O mapa foi ampliado e modificado pelo grupo para ser postado. No meu entendimento a função do sangue seria o mapa que explicaria o começo dos conceitos que seriam ampliados em outros mapas.
Continuei pesquisando sobre a temática e na contribuição para a montagem do mapa seguinte os conceitos e a resposta da pergunta foi encontrada.
Quando coloquei para a professora Marie Jane na aula presencial do dia 13 de outubro como estava o andamento do nosso projeto e porque não estávamos continuando, pois já havíamos encontrado a resposta e que constatamos que a pergunta não foi muito produtiva. A professora falou: ÓTIMO! Mas como ótimo se não sabemos continuar? “Não fiquem frustrados o projeto de vocês acabou e este entendimento de que a pergunta não era muito produtiva é ótimo! É sinal de que ocorreu a aprendizagem.”
O Projeto de Aprendizagem, favoreceu o compartilhamento de opiniões, debate, pesquisa e a integração com os colegas do grupo.
Refleti mos sobre a importância de escolher uma pergunta com critérios bem elaborados e com posição investigativa, além do que a pergunta transparece. Estas considerações que o grupo não alcançou no primeiro momento. Para isso é preciso desenvolver o poder de argumentação bem posicionado e baseado em dados e fontes seguras.
Se esta pergunta não pode ser considerada como produtiva porque não abrangeu muitos conceitos e nem novas descobertas, posso considerar como um marco e referência para quando der início a outro projeto de aprendizagem selecionar melhor e contra-argumentar com mais veemência.

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Psicologia da Vida Adulta

Quando formamos um grupo na aula presencial de Psicologia para estudar uma temática da vida adulta diante de inúmeras sugestões colocadas pelos colegas, logo mencionei a questão do comportamento tão diferenciado na terceira idade até considerado pela sociedade como fora do padrão normal. Os componentes do grupo imediatamente foram colocando situações em que as pessoas da terceira idade estão tendo atitudes semelhantes aos adolescentes.

Enquanto alguns após os sessenta anos estão muito acomodados e sentindo-se no final da vida como se tivessem cumprido uma missão e só lhes resta esperar pela morte como acontecia em épocas passadas com quase totalidade dos idosos; outros buscam liberdade para fazer escolhas, direcionar seus atos, rever conceitos e valores, participar ativamente de atividades físicas e mentais, aprenderem informática, ingressar em auto-escola, demonstrando extrema preocupação com a vaidade o que anteriormente não era prioridade, grande dedicação de tempo com o seu bem estar e um novo relacionamento amoroso, demonstrando formas de manifestação como se fossem adolescentes: busca de novos sentimentos e desejos, demonstração de impaciência, de intolerância e enfrentamento de desafios e contrariedade da família. Este grupo será motivo do nosso estudo.
As pessoas que se encontram na terceira idade sofrem diversos preconceitos e enfrentam muitos mitos, principalmente quando se trata de sexualidade, pois em geral na sociedade são considerados incapazes de exercerem sua sexualidade mesmo que o desejo se faça presente.
A diminuição física está presente em todo o processo da vida e não pode ser a única característica da velhice. Não há somente perdas nesta etapa e abandono de planos e de perspectivas, pois há ganho de autonomia, liberdade, acúmulo de experiências, amadurecimento e sabedoria.
A pessoa que consegue envelhecer saudável aprende a conviver mais facilmente com as mudanças naturais que a idade lhe confere.
Em qualquer idade as pessoas precisam de amor, atenção e companhia, fatores que ajudam a melhorar o estado de saúde, o humor, a convivência ao viver emoções novas e prazerosas, principalmente nesta fase em que surgem normalmente mais doenças.
Na terceira idade podem entregar ao momento sem pensar no enfrentamento da vida, na concepção, provocando um estado de plenitude, alegria e contentamento, sendo a qualidade do relacionamento mais importante que a quantidade, bem como nas relações íntimas, conservando as fantasias da juventude e o parceiro ideal, equilibrado e fiel.
Ocorre a fuga da redução da vida ao cotidiano do idoso tradicional para integrar-se a sociedade moderna e se adaptar as evoluções da modernidade.
Satisfação com a própria vida e desejo de prolongar o tempo de vida, buscando alternativas de completar seus desejos.
Apesar das inúmeras repressões culturais vivenciadas pelos idosos, os grupos da terceira idade surgiram como algo moderno, principalmente para as mulheres, pois neste espaço elas encontram facilidade de vivenciar novos relacionamentos amorosos.

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

ORGANIZAÇÃO E GESTÃO DA EDUCAÇÃO

O TEXTO: “NOÇÕES GERAIS SOBRE O FINANCIAMENTO DA EDUCAÇÃO NO BRASIL” de José Marcelino de Rezende Pinto e Thereza Adrião trata sobre o financiamento da educação: Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef), Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) e a qualidade do ensino.
Para compreender a realidade da educação no Brasil é necessário conhecer um pouco da história do financiamento e segundo os autores do texto a divisão é feita em três fases: 1ª 1549 a 1759 o estado delegou aos jesuítas a exclusividade do ensino público no país. 2ª expulsão dos jesuítas até o fim da República Velha, período em que ocorreram buscas de fontes autônomas de financiamento ou se previam dotações orçamentárias. 3ª Constituição Federal de 1934: vinculação de um percentual mínimo para a educação: a União e os municípios nunca menos de 10% e os estados e o distrito federal nunca menos de 20%.
Na Constituição de 1937 não consta percentual para a educação na vinculação dos recursos. Era um período de ditadura militar no Brasil.
Outro tema tratado no texto são os gastos com a manutenção e o desenvolvimento do ensino (MDE) atualmente, estabelecendo quais as despesas que não são permitidas e quais são, entre elas: aquisição, manutenção, construção e conservação de instalações e equipamentos necessários ao ensino.
A vinculação da receita de impostos à manutenção e desenvolvimento do ensino: 18% União; 25% estados e municípios no mínimo. No RS a Constituição Estadual prevê 35%.
Alguns programas do MEC: Livro Didático, alimentação escolar, Programa Nacional Biblioteca na Escola, Programa de Apoio ao Transporte Escolar, etc. 60% para remuneração do magistério e 40% para despesas do MDE.
Os recursos são fiscalizados por Conselhos de Acompanhamento e Controle Social que tem como atribuições acompanhar e controlar a repartição, a transparência e aplicação, além de supervisionar a realização do Censo Escolar anual.
Recentemente os meios de comunicação divulgaram fraudes envolvendo estes recursos. Para que aumentasse ou mantivessem o valor recebido muitas secretarias de educação acrescentavam o número de alunos matriculados. Será o famoso “feitinho brasileiro” ou os recursos não são suficientes para manter o mínimo da qualidade da educação e comprar o indispensável para que a escola continue funcionando? Apesar que não há justificativas para fraudes e principalmente na área da educação.
Na prática a realidade é bem outra e cada escola pode priorizar em que setor investir o recurso dentro da relativa autonomia. Alguns destinam mais verbas para a área física da escola outros investem em material didático-pedagógico, por exemplo. Os conselhos nem sempre acompanham efetivamente o que está acontecendo e não raro apenas assinam as prestações de conta.
Para que ocorram mudanças na forma de gerenciar estes recursos deveria haver mais participação coletiva de todos os envolvidos e não apenas representantes de segmentos que geralmente não comunicam aos demais o que foi decidido, desestimulando a participação e enfraquecendo a democracia.

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

ORGANIZAÇÃO E GESTÃO DA EDUCAÇÃO

A partir do texto: “A ORGANIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO BÁSICA BRASILEIRA EM PERSPECTIVA HISTÓRICA: ÊNFASE NO PERÍODO REPUBLICANO E NA EDUCAÇÃO ELEMENTAR” de Neusa Chaves Batista, citado na postagem anterior,que inicia localizando cronologicamente a SOCIEDADE AGROEXPORTADORA E A CONSTITUIÇÃO DO ENSINO DE ELITE (1549-1920) e a Constituição de 1824 que não está presente na atividade da linha do tempo. Por isso considero importante mencionar o que destaco como pontos de relevância na educação neste período da história do Brasil que certamente serviu de base para os subseqüentes.
No período do Império a instrução primária era gratuita. Não era objetivo qualificar a população em geral, porque o trabalho não exigia qualificação.
A escola era dividida em duas: destinada para as elites (educação que visava preencher cargos públicos e atividades liberais) e outra para o povo:(educação vocacional e que preparava para o trabalho). O acesso significava um fator e desqualificação social.
No século XIX reivindicar direitos era “caso de polícia”.
O problema da educação dos subalternos é retomado pelo segmento da elite adeptos da doutrina liberal: ideal republicano.
No século XX a educação pública era moeda de troca nos moldes das relações clientelistas e no coronelismo, ainda presentes em algumas ocasiões, embora camuflado.
Ao realizar a atividade da linha do tempo percebi mais claramente os fatores que influenciaram na educação, os processos de redemocratização e o autoritarismo do Regime Militar.
A forma como o ensino é ministrado atualmente ainda carrega alguns princípios como a dualidade, quando ocorrem diferentes formas de tratamento, concedendo privilégios para determinados alunos porque são filhos de famílias influentes na região no setor econômico, político e social. A democracia baseada na igualdade não acontece na sociedade e nem em todas as escolas onde deveria ser o espaço apropriado para praticá-la.